06/10/2014
Hoje poderia ser qualquer dia normal, daqueles que eu pego ônibus e volto pra casa depois de um dia mega cansativo na escola. Como poderia ter sido monótono. Não que houvesse algo de extraordinário acontecendo, tipo acharam a cura do câncer, não que isso não fosse bom, mas naquele momento não era aquilo que ocorria. Era algo em mim. Não, meus seios e  meu corpo continuam o mesmos. É muito mais benéfico que isso. Era, simplesmente, mudanças internas.
Sentada naquele banco de ônibus, nada confortável, eu pude perceber que, sim, as coisas podem acontecer sem a nossa influência, ou seja, de surpresa. Obvio que ainda temos "dedinho" sobre algo que queremos, se quer entrar no vestibular, basta estudar, não quer nada com um certo cara, não de trela e nem o beije, simples assim, como 1+1=2. Bom, eu achava que era assim. Até que a vida, muito supimpa, pensou "vamos surpreender essa menina, porque ela ta achando que é fácil assim, mas não é". Talvez um pouco, sorry dona vida.
Pra entendermos um pouco melhor, eu vou resumir um pouco do começo do ano. Cheguei perdida na escola nova, gostando de um cara da escola passada e arrependida por não ter ido pra ETECAP, pressão pro vestibular era fichinha perto da confusão que estava dentro de mim. Eu não sabia quem eu era, não entendia nada sobre mim, muito menos sobre a vida, por quê não é só"estudar dar uns rolê e acabou?" NAOOO. Tem que se conhecer também, poxa viu. E foi ai que toda mudança começou, me conheci, descobri quem eu sou, não completamente,  afinal, isso é um longuíssimo processo que dura até a morte. Mas a vida não tava satisfeita ainda, e nem eu, na real, tava sim, pra mim tava tudo bom já, tirando o fato de que aquele carinha da escola passada não saía da minha cabeça, mas tudo bem, afinal eu gostava muito dele. Só que eu cresci lembra? E o tal garoto não fazia mais o meu coração bater forte, borboletas no estomago aparecer e quando eu falava com ele, morria de arrependimento de ter chorado por ele. Eu me negava a esquecer, mas sabe por que? Uma parte de mim, acreditava que o garoto bom poderia existir e que seríamos felizes juntos. Meu Deus, que ilusão. Eu queria estar tanto no presente, mas vivia no passado, falava tanto de viver hoje, mas vivendo o ontem. querendo mudar tanto, mas sendo a antiga pessoa. Como eu consegui? Ótima pergunta, não sei. Mas foi ai que eu decidi o que eu realmente queria. E era o agora. Assim eu percebi que hábitos, não são necessidades, sempre vivi muito bem antes de conhecê-lo, por que não viveria agora? E de verdade, eu queria que ele estivesse lendo isto.

Beijos no core

-Gabi

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